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Archive for setembro \23\UTC 2009

Stand By Me

Esse vídeo é simplesmente maravilhoso. Assistam e deixem seus comentários.

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Apple está pisando na bola

Sou admirador da Apple, isso é fato. Porém, depois que atualizei meu iphone para o Firmware 3.1 venho tendo problemas e estou percebendo que a Apple não está se preocupando muito com o assunto. Não sou apenas eu que estou enfrentando problemas como a duração da bateria. Está praticamente impossível falar. Jogar então esquece. Estou carregando meu telefone de 2 a 3 vezes por dia. Isso não existe né. Mas o pior não é isso. Ele vem desligando sozinho desde que baixei o 3.1. E novamente não sou eu o reclamão e azarado da história. Vários fóruns por aí estão discutindo esse assunto. Na minha opinião o iphone está acima de qualquer comparação, a facilidade em usa-lo, a app store com seus aplicativos show de bola, sua interface maravilhosa, além de ser um telefone/ipod belíssimo. Apple, por favor, acabei de dar um restore no meu iphone. Vamos ver como ele se comporta agora. Se continuar desligando, sinceramente a nota da apple cairá muito no meu conceito. E você, o que acha da apple? Está enfrentando algum problema com algum aparelho dela? Grite aqui!

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Este texto maravilho é de Elisa Lucinda, e na voz de Ana Carolina ficou bom demais. Vale a pena assistir e se deliciar. Um forte abraço.

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É com muita satisfação que apresento o vencedor do Primeiro Concurso de Conto promovido pela Revista Porta-Luvas. Tivemos 18 contos inscritos e o vencedor é Vitor Leal Pinheiro (vitorlp@gmail.comhttp://nossoquintal.org). Seu conto será publicado na próxima revista que sai ainda este mês. Faça sua assinatura gratuita no link acima. Obrigado a todos pela participação e fiquem ligados que teremos mais concursos como este.

Flamingos


-Tchau.

Foi a última palavra que escapou de seus lábios. Ela foi ao caixa, pagou a conta e saiu. Eu fiquei, parado, travado. Olhei mais uma vez o telefone, recém-anotado no celular, e imaginei como seriam nossos filhos: dois pequerruchos morenos. Ou loiros como ela. Um para cada. Melhor. Enquanto esperava seu carro, ela fazia cachos, enrolando o longo cabelo com o dedo. Pequenas coisas, sabe? Procurei me conter, voltei para mesa. Os amigos perguntavam, ansiosos. Quarenta minutos, nem sequer um beijo. Só a despedida, no canto da boca: provocação. Que fora, tá perdendo a mão! Respondi, orgulhoso, com o telefone. Fui ao banheiro antes de pagar a conta. A noita acabaria assim, perfeita. E aqueles olhos, verdes, azuis, cinzas.

Vi então, em câmera lenta, close-up, e outros recursos cinematográficos possíveis, meu celular calmamente sair do meu bolso e se projetar para dentro do vaso. A descarga já acionada: era tarde. Afogado, meu sonho desapareceu.

Congelei.

Despertei do transe e fui, arrastando a alma, em direção à pia. Água no rosto, suspiro. Seus olhos, no espelho, me encaravam. Frios. Ao seu lado, outro homem carregava nossos filhos, passeando com um cachorro que eu nunca possuiria. Meu futuro escorregando pelos encanamentos sujos de um bar. E aquele som, ecoando, sugando o ar que eu não podia alcançar. Se a felicidade acaba, só podia ser ao som de uma descarga mal-regulada.

Por muito tempo, procurei suas feições nos cabelos loiros que caminhavam nas ruas, em cada carro, táxi ou bicicleta. Procurei em morenas e ruivas, em ônibus e metrôs. Mas nada.

Noite chuvosa, saí para comprar bebidas: meus amigos visitariam. A turma inteira se casara. E então havia eu. Nina fazia questão de demonstrar sua insatisfação mas eu, garantia, não estava pronto. Um labrador amarelo que, por mais que eu insistisse, não abandonava meus sonhos. Na fila do mercado, sem qualquer anúncio, tempestade ou trovão, vi o tempo parar. Os cabelos loiros, mesmo curtos, ainda permitiam aquele gesto, singelo, que reverberava dentro de mim. Coração em suspenso. Uma casa com jardim e amoreira. Flamingos. Tenho certeza de que ela era do tipo que gosta de flamingos.

Seus olhos nos meus. Sem hesitar, caminhei em sua direção.

Oi, Oi. Quanto tempo, Faz mesmo, Desculpe nunca ter, Que isso, eu entendo. Não entende, Juro que entendo. Não, é sério, o celular, ele caiu na água, perdi. Pausa, aceno de compreensão. Trabalho, tatuagem, Tailândia, solteira. Inquieta.

Mais uma vez o telefone, agora num pedaço de papel. Terminei as compras e voltei pra casa. No caminho, pensamentos se encaravam, ameaçavam, atacavam. A porta. Todos à espera. Falei qualquer coisa e desculpei-me pelo atraso. Ao quarto, o banheiro. Mais uma vez o espelho, água no rosto, um devaneio. Atrás de mim, entrou Nina: Você me preocupou, Estou bem. Venha logo, Já vou. Acionei a descarga. Ela atravessava a porta quando eu disse, voz embargada: Espere. Encarei seus olhos, negros como o ar que eu, desesperado, tentava inspirar. Eu. Suspiro. Eu quero ficar velhinho do seu lado: casa comigo? O beijo. No redemoinho, uma vez mais, afogava-se um número.

Não estava disposto a trocar o amor por flamingos

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A Revista Porta-Luvas http://www.intervias.com.br/?link=campanhas.ver&id=680 tem tiragem de 180 mil exemplares, é trimestral e tem como objetivo principal fomentar e divulgar a cultura do interior do estado de São Paulo. Para a 10ª edição, estamos selecionando um conto sobre qualquer assunto de aproximadamente 2.800 toques que devem ser enviados para eduardo.begnami@yahoo.com.br, até o dia 9 de setembro. Espero o seu. Até mais.

editado dia 09/09 às 19h: Várias pessoas me enviaram e-mail hoje solicitando a prorrogação do prazo de envio do conto. Fica estabelecido nova data: 11/09. às 16h.

Capa da 9ª edição da revista Porta Luvas

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EUA, o que aprender com eles?

Hoje vi bastante gente no twitter reclamando que se fosse o Dia da Proclamação dos EUA a tag EUA estaria no topo, na liderança. Isso sempre me chamou a atenção. Sempre criticamos os americanos (algumas vezes com razão) mas isso é o retrato da realidade. O americano cola adesivo da bandeira do seu país no carro, na cozinha, faz tatuagem no pé, coloca o hino no seu ipod, ouvi no domingo a noite… E nós (Vanusa que o diga) não sabemos nem cantar o nosso e muitos criticam e dizem que ele é complicado, cumprido, etc.. Qual hino é fácil? Além disso, hino é hino e ponto final. O problema não está na letra nem no tamanho e sim no berço. No nosso berço. Não temos cultura patriota, deveríamos cantar o hino com a mesma empolgação que torcemos para o futebol brasileiro, que cantamos o hino do nosso clube. Portanto, porque não começar agora? Faça a sua parte.

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Vida on e vida off

Trabalho com comunicação empresarial e preciso estar ligado em tudo, literalmente. E com a internet essa tarefa ficou mais simples. Mas por outro lado, criou-se uma dependência pela informação, pela rapidez, pela multiplicação de tudo isso, por estar ON… o presidente quer saber tudo às 9h todos os dias. Uma notícia postada num site hoje em poucos segundos o mundo está sabendo. Quem tem mais de 30 anos lembra como era isso antes? Íamos ler nos jornais do dia seguinte, na TV a noite, etc.

Essa nova realidade transformou as pessoas, a rotina das pessoas, hoje você almoça com uma webcam ligada numa videoconferência com a Espanha ou enquanto janta sua namorada (o) está te vendo do outro lado do mundo.

E isso é algo que me preocupa. Vejo pessoas trocando o contato pessoal por email, MSN, twitter, SMS, etc.. Quero deixar claro que não sou contra tudo isso, pelo contrário, uso tudo isso, apenas acho que nada substitui esse contato que falei. Hoje a pessoa que trabalha do seu lado manda uma mensagem de celular para você, envia um email perguntando se você vai para a faculdade hoje. Gostaria de esquentar essa discussão com vocês. Postem comentários abaixo dando a sua opinião. Existe equilíbrio entre o mundo On e o Off?
Até breve!

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