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Posts Tagged ‘revista Porta-Luvas’

Para ler a edição de número 12 da Revista Porta-Luvas clique no link abaixo. Se quiser recebê-la gratuitamente na sua casa , preencha o seu cadastro aqui e aguarde a próxima edição. Uma boa leitura a todos e, por favor, deixem os seus comentários sobre o que achou da revista, das outras edições, suas sugestões de pautas….

12ª edição da revista porta-luvas

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Galera, é com imenso prazer que trago este presente de Natal a vocês. A 11ª edição da Revista Porta-Luvas (twitter @portaluvas) saindo do forno e indo pra sua mesa. Como editor da revista é uma satisfação conseguir entregá-la antes do Natal. Abraços, boa cultura e um ótimo Natal!

Clique aqui e leia sua revista porta-luvas

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É isso mesmo, você já pode ler a nova edição da Revista Porta-Luvas aqui, é só clicar no link abaixo (Porta Luvas 10). Se preferir recebê-la gratuitamente na sua casa , preencha o seu cadastro aqui e aguarde a próxima edição. Uma boa leitura a todos e, por favor, deixem os seus comentários sobre o que achou da revista, das outras edições, suas sugestões de pautas….

 Porta Luvas 10

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É com muita satisfação que apresento o vencedor do Primeiro Concurso de Conto promovido pela Revista Porta-Luvas. Tivemos 18 contos inscritos e o vencedor é Vitor Leal Pinheiro (vitorlp@gmail.comhttp://nossoquintal.org). Seu conto será publicado na próxima revista que sai ainda este mês. Faça sua assinatura gratuita no link acima. Obrigado a todos pela participação e fiquem ligados que teremos mais concursos como este.

Flamingos


-Tchau.

Foi a última palavra que escapou de seus lábios. Ela foi ao caixa, pagou a conta e saiu. Eu fiquei, parado, travado. Olhei mais uma vez o telefone, recém-anotado no celular, e imaginei como seriam nossos filhos: dois pequerruchos morenos. Ou loiros como ela. Um para cada. Melhor. Enquanto esperava seu carro, ela fazia cachos, enrolando o longo cabelo com o dedo. Pequenas coisas, sabe? Procurei me conter, voltei para mesa. Os amigos perguntavam, ansiosos. Quarenta minutos, nem sequer um beijo. Só a despedida, no canto da boca: provocação. Que fora, tá perdendo a mão! Respondi, orgulhoso, com o telefone. Fui ao banheiro antes de pagar a conta. A noita acabaria assim, perfeita. E aqueles olhos, verdes, azuis, cinzas.

Vi então, em câmera lenta, close-up, e outros recursos cinematográficos possíveis, meu celular calmamente sair do meu bolso e se projetar para dentro do vaso. A descarga já acionada: era tarde. Afogado, meu sonho desapareceu.

Congelei.

Despertei do transe e fui, arrastando a alma, em direção à pia. Água no rosto, suspiro. Seus olhos, no espelho, me encaravam. Frios. Ao seu lado, outro homem carregava nossos filhos, passeando com um cachorro que eu nunca possuiria. Meu futuro escorregando pelos encanamentos sujos de um bar. E aquele som, ecoando, sugando o ar que eu não podia alcançar. Se a felicidade acaba, só podia ser ao som de uma descarga mal-regulada.

Por muito tempo, procurei suas feições nos cabelos loiros que caminhavam nas ruas, em cada carro, táxi ou bicicleta. Procurei em morenas e ruivas, em ônibus e metrôs. Mas nada.

Noite chuvosa, saí para comprar bebidas: meus amigos visitariam. A turma inteira se casara. E então havia eu. Nina fazia questão de demonstrar sua insatisfação mas eu, garantia, não estava pronto. Um labrador amarelo que, por mais que eu insistisse, não abandonava meus sonhos. Na fila do mercado, sem qualquer anúncio, tempestade ou trovão, vi o tempo parar. Os cabelos loiros, mesmo curtos, ainda permitiam aquele gesto, singelo, que reverberava dentro de mim. Coração em suspenso. Uma casa com jardim e amoreira. Flamingos. Tenho certeza de que ela era do tipo que gosta de flamingos.

Seus olhos nos meus. Sem hesitar, caminhei em sua direção.

Oi, Oi. Quanto tempo, Faz mesmo, Desculpe nunca ter, Que isso, eu entendo. Não entende, Juro que entendo. Não, é sério, o celular, ele caiu na água, perdi. Pausa, aceno de compreensão. Trabalho, tatuagem, Tailândia, solteira. Inquieta.

Mais uma vez o telefone, agora num pedaço de papel. Terminei as compras e voltei pra casa. No caminho, pensamentos se encaravam, ameaçavam, atacavam. A porta. Todos à espera. Falei qualquer coisa e desculpei-me pelo atraso. Ao quarto, o banheiro. Mais uma vez o espelho, água no rosto, um devaneio. Atrás de mim, entrou Nina: Você me preocupou, Estou bem. Venha logo, Já vou. Acionei a descarga. Ela atravessava a porta quando eu disse, voz embargada: Espere. Encarei seus olhos, negros como o ar que eu, desesperado, tentava inspirar. Eu. Suspiro. Eu quero ficar velhinho do seu lado: casa comigo? O beijo. No redemoinho, uma vez mais, afogava-se um número.

Não estava disposto a trocar o amor por flamingos

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A Revista Porta-Luvas http://www.intervias.com.br/?link=campanhas.ver&id=680 tem tiragem de 180 mil exemplares, é trimestral e tem como objetivo principal fomentar e divulgar a cultura do interior do estado de São Paulo. Para a 10ª edição, estamos selecionando um conto sobre qualquer assunto de aproximadamente 2.800 toques que devem ser enviados para eduardo.begnami@yahoo.com.br, até o dia 9 de setembro. Espero o seu. Até mais.

editado dia 09/09 às 19h: Várias pessoas me enviaram e-mail hoje solicitando a prorrogação do prazo de envio do conto. Fica estabelecido nova data: 11/09. às 16h.

Capa da 9ª edição da revista Porta Luvas

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